A emoção das fotografias arriscadas

Da Redação Sicom PET, por Caroline Lima

A fotografia é mais do que um mero recorte da realidade. As diversas vertentes dessa síntese de arte e técnica podem provar o papel fundamental que a foto tem para informar, vender, anunciar e emocionar as pessoas.
Entre as referências para quem quer fazer uma boa fotografia são citados: Robert Frank que “recortava” com sua câmera uma visão estrangeira dos Estados Unidos nos anos 60, Cartier-Bresson, o pioneiro da técnica do fotojornalismo e Sebastião Salgado, que com suas fotos em preto e branco, foi capaz de mexer profundamente com as emoções de quem as vê.
O repertório cultural e a vivência do cotidiano tiveram papel fundamental no sucesso dos grandes nomes da fotografia. Às vezes esses fatores são ainda mais importantes do que o próprio domínio da técnica.
Recentemente, um grupo de jovens russos vem mostrando que fotografar é muito mais do que um mero clique. Eles refletem o comportamento de uma série de jovens, por meio do modo em que fotografam. Entram em lugares proibidos, como pontes, terraços de prédios altíssimos e construções. Não importa o tamanho do risco, parece que para esses fotógrafos aventureiros a emoção é a alma do negócio, no caso, a fotografia.

Suas fotos são deslumbrantes. Esse deve ser o motivo principal de se arriscar tão inconsequentemente. Uma queda do topo de uma pirâmide do Egito poderia ser fatal. Dependendo do país, ser pego tirando fotos em local proibido pode resultar em prisão. Mas para esses jovens viajantes todo lugar é lugar e toda hora é a hora – basta ser surpreendentemente arriscado. 

Eles já fizeram fotos em Berlim, Dubai, Egito, Indonésia, sem ter um roteiro muito certo. O único ponto de ligação entre todas essas regiões é a beleza imensurável das paisagens, sejam elas urbanas ou naturais.
As fotos de tirar o fôlego são compartilhadas em seus blogs  e redes sociais. E elas parecem reunir em uma única imagem todos os sentimentos dos jovens dessa geração. Correr riscos sem pensar nas consequências a troco da emoção do aqui e agora.

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