A felicidade pode ser encontrada nos games

Da Redação SICOM-PET,

por Giovani Vieira

 

Quem nunca se imaginou como um personagem de vídeo-game? Ou já percebeu que os temas estão cada vez mais parecidos com a realidade? É visível a influência dos jogos eletrônicos no comportamento dos indivíduos e mais uma vez a temática entrou em pauta. Desta vez, um grupo de pesquisadores norte-americanos aponta a urgência da criação de games que resolvam problemas científicos e promovam a felicidade na vida diária.
O universo dos games sempre disponibiliza aos usuários grande parte do cenário para a resolução de determinados problemas ou conflitos da vida humana e por este motivo são constantes objetos de estudos. Tais jogos cativam pessoas de todas as idades e acabam criando mundos virtuais paralelos muito influentes. Segundo dados divulgados pelo The New York Times, um norte-americano de 21 anos passou 10 mil horas jogando games de computador, um tempo bem superior àquele destinado a analisar esse seu comportamento.
Para Sandro Caramaschi, professor de psicologia da Unesp campus de Bauru, os jogos eletrônicos têm mais poder que a televisão de influenciar um comportamento. “No mundo virtual os jogadores não vivem as mesmas sensações que na vida real, mas acabam sendo peças fundamentais dessa atividade rotineira e, em certos momentos, escapistas”, exalta.
O professor Caramaschi também confirma a força que esses jogos exercem sob os gamers, nome criado para designar aqueles que passam horas e horas com um controle na mão. “É uma forma interessante de transmitir conteúdos para uma geração que tem o nível de interatividade muito maior. Costumo dizer que o mundo online molda as atividades dos seus moradores, seja para o bem, como aprender termos novos, ou para o mal, como os diversos jogos que promovem violência gratuita”, conta ele.
Foi exatamente pensando nos resultados negativos da influencia dos games que Jane McGonigal, desenvolvedora de games e pesquisadora do Instituto para o Futuro, escreveu o livro “A Realidade está quebrada: Por que os games nos fazem melhores e como eles podem mudar o mundo” com a intenção de estimular os demais desenvolvedores a pensarem em jogos que possam resolver problemas científicos ou promoverem a felicidade na vida diária.
Lynn Rosalina Gama Alves, pesquisadora de jogos eletrônicos do Departamento Regional do SENAI, acredita que ocorrerá uma tendência de lançamentos de jogos que promovam alguma atitude de cidadania ou que possa ajudar a desenvolver a mente humana para eventuais pesquisas científicas. “É uma tendência o lançamento de jogos com esse intuito, embora o mercado não os absorva como deveria”.
A pesquisadora conclui que as tarefas que envolvem o lúdico, como as dos games, são capazes de fixar um ideal com mais facilidade. “Provavelmente, caso haja sucesso, muitos outros games envolvendo demais atividades importantes, como as atividades econômicas, políticas ou financeiras. Basta alguém ter iniciativa”, completa Lynn Alves.

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