Afinal, qual o caminho do impresso?

Da Redação SICOM PET, por Luana Rodriguez

Quando o “The new York Times”, anunciou, em 2010, que extinguiria suas versões impressas e que passaria a ter apenas seu conteúdo digital, dúvidas sobre o futuro do jornal impresso começaram a surgir.

Seguindo o mesmo caminho, o Jornal do Brasil, também em 2010, pôs fim a sua versão impressa e migrou totalmente para a internet. O exemplo no Brasil, gerou ainda mais especulações sobre qual seria o destino do veículo de comunicação.
Sobre o assunto, a jornalista Giuliana Maria Miranda, da Folha de São Paulo, avalia que o impresso no país ainda é muito forte. “Acho que não vai acabar, é igual a rádio. Sempre tem ente que vai querer informação de qualidade sem se importar que ela seja do dia interior”.
Para Guiliana, outro motivo para o meio impresso se manter, é a publicidade. Os jornais ainda são responsáveis por cerca de 70% da publicidade, o que está longe de acontecer na internet. “A tiragem (dos jornais) está diminuindo, mas a publicidade se mantém, a gente ainda não consegue capitalizar o online”, ressalta.
Já Gabriel Toueg, do Estadão, acredita que o os jornais se mantêm devido a tradição, e o que leva o leitor às bancas é justamente a possibilidade de aprofundamento que os impressos são capazes de trazer. “O leitor insatisfeito não troca de jornal, ele manda uma carta assinando. O leitor busca no veículo uma identificação”.
O jornalista ainda acredita que, para o impresso sobreviver, vai ter que aprofundar e analisar a informação. “O impresso ideal vai oferecer o que a internet não consegue. Uma análise profunda, longa e explicativa da informação. O jornal, precisa parar de estampar o Breaking News e enganar o leitor”, finaliza.

Deixe uma resposta