Águas Rasas supera clichês de tubarão e traz o público para dentro do filme

Imagem: Revista Preview – Divulgação

 

Da redação SICOM-PET, Maiara Freitas

 

Nas últimas semanas de agosto foi ao ar no Brasil o filme “Águas Rasas” dirigido por Jaume Collet-Serra. De início, a crítica ficou com um pé atrás já que Blake Lively – a famosa Serena van der Woodsen em Gossip Girl – atuaria praticamente sozinha durante todo o filme, porém, o público foi surpreendido com belas imagens e um roteiro que superou os clichês dos filmes de tubarão.

Na trama, Blake Lively interpreta a jovem Nancy, uma estudante de medicina que acaba de perder a mãe para o câncer. Seguindo os conselhos da própria, Nancy decide viajar para o México a fim de se recuperar e conhecer uma praia paradisíaca da qual sua mãe tanto falava. Ao se jogar na água para surfar, a jovem vira alvo de um tubarão, que a encurrala em uns corais. A partir daí Nancy deve achar uma maneira de retornar a faixa de areia com vida.

 

 

O longa correu seus riscos ao se inspirar em “Náufrago”, que rendeu um Oscar de Melhor Ator a Tom Hanks, para montar seu roteiro. Antes do filme, dúvidas surgiram quanto à interpretação de Blake Libely, que viria a atuar praticamente sozinha durante o filme, mas a atriz deu conta do recado e deu vida a uma personagem complexa.

As comparações não se limitavam aos protagonistas, “Águas Rasas” também teve seu “Wilson”, a bola que é adotada pelo personagem principal como melhor amiga, e trata-se de uma gaivota, que acompanha e compartilha com Nancy as horas de desesperança e solidão.

O que mais se destacou no longa foram as imagens. Aliada ao som, a fotografia do filme leva o espectador para dentro da trama. Além do visual da própria praia paradisíaca, as tomadas de dentro e fora da água e em câmera lenta elevam a imersão e já valeram o ingresso por si só.

 

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Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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