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As diferentes expressões do circo

Antes das escolas de circo, era comum que só participassem das apresentações pessoas ligadas a família dos artistas.  (Foto:Pixabay)


 

Os espetáculos unem a antiga tradição circense com elementos culturais modernos


Da redação SICOM-PET,

Gabrielli Silva

Julia Cortezia

Marina Debrino



O circo é uma expressão artística, que além de toda a habilidade corporal conta com a arte da representação e sua magia atrai a atenção de adultos e crianças pelo mundo todo. Quase todas as civilizações antigas, chineses, gregos, egípcios e indianos, praticaram algum tipo de arte circense, mas o primeiro circo a ficar famoso foi o Circus Maximus, no Império Romano, onde eram apresentadas corridas de carruagem, lutas de gladiadores, números com animais selvagens e de pessoas com habilidades incomuns. Já na era medieval nasceram os saltimbancos, artistas que viajam de cidade em cidade para apresentar seus números de pirofagia, malabarismo, dança e teatro.

Mas o circo como conhecemos hoje, itinerante, com espetáculos, lona colorida, picadeiro e palhaços, só surgiu em 1768, com Philip Astley em Londres e o sucesso foi tão grande que esse modelo de circo foi copiado não só pelo resto do continente europeu, mas pelos outros continentes também.

 

O circo de ébanos já se apresentou em vários países, entre eles Portugal e Itália. (Foto: Julia Cortezia)

 

A Companhia Circo de Ébanos tem 9 anos de estrada e surgiu da ideia do diretor artístico, Caio Stolai, de reunir os alunos negros do Circo Escola Picadeiro, em São Paulo. “Na época tinham vários alunos negros que eram bons. Uma delas era a Leia, que era aramista. A gente tinha que fazer alguma coisa com o arame e eu tive a ideia de fazer um berimbau. Era um arame fixo e ele tem uma estrutura que parece um berimbau. E quando a gente fez,  foi muito bonito, fez sucesso e surgiu a ideia de juntar os negros que eram artistas e fazer o Circo de Ébanos”, conta o diretor.

Alguns números não foram apresentados na quinta-feira devido à chuva, que transferiu a performance para outra área do Sesc. Apesar do inconveniente, o Circo de Ébanos mostrou que a união entre a cultura africana e o circo funciona e faz um belo espetáculo.

 

A Cia. Circo de Ébanos foi convidada para outras apresentações no Sesc. A data ainda não foi definida. (Foto: Julia Cortezia)

 

Já para quem aprecia os espetáculos de circo teatrais, o Tubinho volta em Bauru para uma temporada de apresentações após 10 anos. Os espetáculos são diários, cada dia com uma apresentação diferente, e iniciam sempre pontualmente às 20h30, ao lado do Bauru Shopping. A bilheteria abre às 12h até o horário das apresentações e das 21h30 às 22h30, exceto às quartas. Os ingressos variam de 15 a 20 reais.

A família Tubinho teve o circo como uma tradição passada por gerações, sendo que o Tubinho hoje é interpretado por Pereira França Neto, que assumiu o personagem após a morte de seu tio Juve Garcia. É composto atualmente por mais ou menos 35 pessoas e possui mais de 90 espetáculos, sendo que o Tubinho se enquadra dentro dos circos teatrais, e não no modelo comum de malabares, acrobacias e outras habilidades corporais.

E para quem quiser se aventurar pela arte circense, a Casa do Circo em Bauru oferece aulas de tecido acrobático e de arte circense para crianças a partir de 4 anos. É ensinado a prática dos malabares, acrobacias, tecido acrobático, corda, equilíbrio, e outras. As inscrições podem ser feitas na própria casa, na Rua Dr. Romildo Brunhare, número 1-30, Jd. Panorama. Para mais informações, o telefone é (14) 3204-7158.


 

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