Ativismo digital em rede

Da Redação SICOM PET,
Por Beatriz Haga

Os movimentos sociais ganharam espaço na internet e estão criando novas possibilidades de ação. Quem nunca recebeu um convite nas redes para participar de alguma causa, manifestação ou protesto? E não é só isso. Sites, blogs e fóruns estão sendo criados como ponto de partida para debates sobre segregação, impactos econômicos e formas de organizações políticas e sociais, em âmbito nacional e internacional.
Essa forma de articulação é chamada de Ativismo Digital e foi tema do “Curso de Mídias Socias”, organizado pelo Coletivo Digital em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, no último sábado (18). O objetivo da atividade era fazer um diagnóstico de como se configura o ativismo digital hoje no Brasil.
O curso foi dividido em duas fases: a 1ª foi a apresentação do professor da Unesp, Juarez Xavier, sobre os aspectos teóricos conceituais das mídias radicais e como elas podem ajudar a organizar ações políticas mais avançadas; e a intervenção do jornalista Luis Nassif que discutiu as ações políticas possíveis do jornalismo militante nas redes, que procura criar um contraponto à informação produzida pela mídia hegemônica. A 2ª foi um trabalho da jornalista Kátia Furtado sobre ferramentas técnicas, operacionais, e softwares livres para mensurar como as atividades repercutem na rede.

Os participantes trocaram experiências e discutiram a política dos movimentos e das organizações, a gestão de pessoas, a mobilização de recursos e as possibilidades das plataformas móveis para o desenvolvimento do ativismo. “A ideia concreta do curso era, além de disseminar conhecimentos, ter a possibilidade de ampliá-los, mostrando que não basta estar na rede, é preciso estar na rede conectado”, explica Juarez. 


Outra pauta importante do evento foi a preparação para o “4º Encontro Nacional de Blogueiros”, previsto para 2014. A proposta feita pelo professor da Unesp é realizar um encontro regional em Bauru como preparatório para o grande encontro; “o nacional tem o objetivo de fortalecer o internacional, ampliando as redes. Nós queríamos fazer pequenas bacias de conexão em territórios menores”. 
Agora é esperar a resposta.

Foto: Barão de Itararé

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