Caso Cachoeira abre espaço para discussão da ética jornalística

Carta Capital informa que Veja se beneficia de informações fornecidas por empresário goiano

Colaboração,
por Brunara Ascêncio, Camila Franzoni, Lucas Gandia, Luciana Fraga, Odelmo Serrano
Discentes do 7º Termo de Comunicação Social-Jornalismo da FAAC/Unesp



Em reportagem publicada no último dia 4 de maio, a revista CartaCapital noticiou o esquema de favorecimento de veiculação de informações na Revista Veja. As matérias fornecidas por Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, serviam para caluniar grupos rivais de modo a fortalecer a influência do empresário. Em conjunto com a revista Veja, Cachoeira transformou o senador Demóstenes Torres no político mais influente da oposição. Devido à grande circulação da revista, publicação de maior tiragem no país, Demóstenes conseguia influenciar departamentos da administração pública, defendendo interesse pessoais do bicheiro, afirma a CartaCapital. 
De acordo com a revista, as provas contra os nomes envolvidos estão em duas operações da Polícia Federal, a Las Vegas e a Monte Carlo. A CartaCapital informa que ainda não foram divulgados dois relatórios, nem as cerca de 200 gravações de conversas entre o diretor da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e Cachoeira. 
As discussões sobre a investigação do caso ganharam espaço nas redes sociais. Twitter e Facebook se tornaram espaços públicos de protestos e a devassa teve destaque em diversos veículos, como a TV Record, a Folha de S. Paulo e o jornal O Globo. O senador Demóstenes Torres pediu afastamento do cargo e o Conselho de Ética do Senado analisa o processo de quebra de decoro parlamentar contra ele. 

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