Como o EdgeRank seleciona o que se vê na linha do tempo do Facebook

Muito do potencial de uma página do Facebook pode ser desperdiçado se ela não utilizar alguns recursos que aumentam o alcance da página – e que não são pagos! Confira por que e como o conteúdo da sua timeline é selecionado e o que pode ultrapassar as barreiras do EdgeRank

Da redação SICOM-PET, Daniela Leite

Você sabia que nem tudo que um usuário publica na linha do tempo do Facebook chega a todos os amigos que ele tem em sua rede? A timeline mostra apenas as atualizações de algumas pessoas. Os frequentadores mais assíduos da rede social podem reparar: quanto mais se interage com publicações de um amigo específico (dando likes nas fotos dele, por exemplo), mais postagens do perfil deste amigo aparecem no feed de notícias; e aqueles com quem não se tem tanto contato aparecem cada vez menos nas notificações.

Mas por que isso ocorre? Mesmo que as atualizações estejam configuradas como “públicas”, existe um algoritmo na rede social que determina quais posts deverão ser mostrados no feed de cada usuário. Esse algoritmo se chama EdgeRank, e baseia-se em três principais fatores: a afinidade entre o criador e o consumidor de conteúdo; o peso da interação (comentar, curtir, marcar) e o tempo da publicação (o que é mais recente é priorizado na ordem da linha do tempo). Atualmente, outros fatores entram no novo algoritmo usado pelo Facebook.

Principais componentes da fórmula do EdgeRank, o algorítimo do Facebook. (Imagem: Usabilidoido)
Principais componentes da fórmula do EdgeRank, o algorítimo do Facebook. (Imagem: Usabilidoido)

O peso da interação que o EdgeRank usa influencia muito o alcance de uma postagem, pois gera um ciclo vicioso: quanto mais popular um post é na rede social (muito curtido e/ou comentado), a mais gente ele passa a ser exibido, pois o algoritmo o identifica como muito relevante. É isso que pode levar algo a se tornar viral na internet.

E não só isso – o tipo de mídia também determina a potencialidade de alcance de uma publicação: vídeos e fotos têm mais prioridade no feed do que textos e links de outros sites. Esse é um fenômeno que se tem observado nas pesquisas: no fluxo das páginas das redes sociais, o que causa maior impacto no usuário são produtos audiovisuais.

Inúmeras são as propostas das redes sociais, porém a tendência é que todas elas sejam interconectadas. (Imagem: Conexão Conveniada)
Inúmeras são as propostas das redes sociais, porém a tendência é que todas elas sejam interconectadas. (Imagem: Conexão Conveniada)

A medida de selecionar o que aparece para cada pessoa vem da ideia de “filtrar” o que cada um vê de acordo com o que, potencialmente, pode interessar a esse indivíduo dentro do “mar” de informações que circulam numa rede social e que são difíceis de se acompanhar em sua totalidade.

Mas por aí já dá pra ter uma ideia de que essa configuração acaba criando uma “bolha social”, ou seja, o usuário acaba vendo predominantemente ideias e imagens com as quais mais se identifica, pois são para postagens de determinado teor social/ ideológico que ele tende a dar mais likes e ter mais interações. Sendo assim, a tendência é de que ele se confronte menos com ideias divergentes às suas ou com atualizações de pessoas com quem não tem contato há um tempo.

As configurações da rede tende a isolar o indivíduo em um "universo" de pessoas que pensam igual a ele. (Imagem: Usabilidoido)
As configurações da rede tende a isolar o indivíduo em um “universo” de pessoas que pensam igual a ele. (Imagem: Usabilidoido)

A filtragem de conteúdo se dá, além das interações entre perfis, também com as páginas que se curte na rede. Mas existem artifícios usados pelas páginas que querem ultrapassar o EdgeRank. Alguns deles são:

  • Utilizar os recursos audiovisuais para angariar mais cliques e curtidas;
  • Fazer perguntas aos seguidores (pois o fato de perguntar gera automaticamente uma necessidade de o usuário comentar a publicação);
  • Ter uma frequência regular de postagens que sejam relevantes, em horários estratégicos com maior público online;
  • Fazer promoções que requeiram o like, comentário e/ou compartilhamento de alguma imagem para participação.

Outra ferramenta viável, porém paga, é o botão “promover”, que faz com que o Facebook divulgue mais aquele conteúdo; porém, muitas páginas sem fins lucrativos, apenas de entretenimento, optam mais pelas outras opções, que são bastante eficientes também.

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