Desde jogos a redes sociais: todos coletam os dados de seus usuários

Imagem: Magic Web Design – Divulgação

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Da redação SICOM-PET,

Mariana Soares (autora convidada)

Wesley Anjos

 

As pessoas que utilizam de mecanismos de busca na internet, como o Google, redes sociais, como o Facebook, e aplicativos, como Tinder e Pokemon Go, não possuem tanta privacidade quanto pensam. Para quem lê os termos de uso antes de utilizar algum destes serviços, sabe que informações pessoais dos usuários são armazenadas em seus bancos de dados. Parte das informações são vendidas para outras empresas.

Quando navegamos na camada da internet que conhecemos, é como se estivéssemos andando com os sapatos sujos de graxa. Isto é o que explica Wesley do Nascimento Lombardi, analista e desenvolvedor de sistemas, que pesquisa sobre o Mundo Cibernético pela Fatec. “Com os sapatos sujos, deixamos marcas por onde passamos. E essas marcas podem ser guardadas. Digamos que tudo o que vemos na internet fica armazenado temporariamente. Esses arquivos de internet são chamados de cookies e guardam todo o histórico de navegação, logins e senhas” – revela Lombardi.

 

 

Quando a realidade aumentada promove a socialização

 

 

Imagem: Pixabay - Reprodução
Imagem: Pixabay – Reprodução

 

Ainda de acordo com Lombardi, sabendo dos gostos dos usuários por intermédio dos cookies, empresas como Facebook e Google vendem estes dados para outras corporações. Por exemplo, se você faz uma pesquisa sobre bicicleta, ou posta algo a respeito em uma rede social, não deverá se surpreender com o bombardeio de anúncios publicitários de companhias que comercializam bicicletas. Nem quem navega em modo anônimo está livre disso. Este modo de navegação garante apenas que os dados não fiquem armazenados no seu dispositivo.

 

O perigo dos aplicativos

 

Imagem: Pixabay - Reprodução
Imagem: Pixabay – Reprodução

A quantidade de dados coletados pelas empresas é extremamente assustadora. A Niantic, por exemplo, dona do jogo Pokemón Go, pode coletar seu endereço de e-mail, endereço de IP, a última página visitada na web, sua localização, além do acesso à sua câmera e ao seu áudio. Aliás, se o usuário se conectar através de uma conta no Google, a Niantic tem acesso para ler e escrever o seu e-mail, documentos e tudo que estiver diretamente relacionado à sua conta do Google.

Além de poder vender suas informações, a Pokémon Company pode fornecê-las a serviços terceiros de pesquisa e análise, mapeamento do perfil demográfico e outras finalidades parecidas. De acordo com a empresa, se alguma autoridade solicitar juridicamente algum dado, ela compartilhará os dados a fim de proteger seus próprios interesses ou evitar atividades ilegais, antiéticas ou legalmente contestáveis.

 

De mãos atadas

O analista e desenvolvedor de sistemas Wesley Lombardi ressalta ainda que, os dados recolhidos, apesar de serem muitos, em sua maioria são utilizados apenas para criar uma publicidade mais direcionada ao usuário. Porém, o modo como estes dados são banalizados, aponta fortemente para uma total ausência de privacidade nas redes. Ele conclui que a única forma de ter certeza de que seus dados não serão expostos, é não utilizar nenhum dos serviços citados.

 

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Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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