Eurocentrismo e Estudos em Economia Criativa


Há de certa forma um preconceito generalizado quando o tema abordado é cultura. É de praxe que se exalte os grandes nomes da música clássica europeia, por exemplo, e no entanto se esqueça artistas de culturas vistas como periféricas, como os africanos e latinos.

Gênios como Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, nome de extrema importância no culturalmente rico mundo da capoeira, são deixados de lado em detrimento de criativos como os da música erudita europeia, apesar de que, em seus respectivos campos, tenham a mesma relevância e influência.

Segundo o texto do IPEA sobre o IDECULT (indicador de desenvolvimento da economia da cultura), ainda há na avaliação da cultura no mundo acadêmico e popular, uma base eurocentrica, vinda dos conceitos de perfectibilidade de Kant, e do Bilding de Hegel, que basicamente tratavam, entre outros temas, a cultura da Europa como vanguardista em todos os sentidos, e visto seu sucesso e qualidade era única e inalcançável. Seguindo esta linha, a cultura Africana jamais chegaria ao patamar Europeu, justificando a exclusão de criativos como o já citado, Mestre Pastinha.

Apesar da evidente desinformação e preconceito, a civilização ocidental tornou-se refém da ideia de que a cultura europeia é superior. No entanto, existe a necessidade de isenção diante de consensos Eurocentricos para que haja a devida isonomia para com as diferentes culturas abordadas na pesquisa.

O grupo Neocriativa acredita não só na possibilidade como na extrema necessidade de que os estudos abordem a Cultura de forma uniforme, tratando cada criativo sem valoração para que não se caia na armadilha de se estudar apenas parte da cultura, o que tornaria o estudo superficial e excludente.

Links:
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/idecultweb.pdf – Texto Ipea sobre Indicador de Desenvolvimento da Economia da Cultura

http://www.capoeiradobrasil.com.br/pastinha.htm – Um pouco sobre a história de Mestre Pastinha.

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