Festival de lembranças

(João Rock – Divulgação)


O João Rock chegou e algumas pessoas compartilharam com a gente os momentos marcantes que tiveram no festival


 

Da redação SICOM-PET, Gabrielli Silva

O João Rock é um festival de música que acontece em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, desde 2002 e recebe esse nome em homenagem a bateristas de grandes bandas do rock nacional e internacional, chamados João ou John, como João Baroni, dos Paralamas; John Densmore, do The Doors; e John Bonham, do Led Zeppelin. O festival começou pequeno, mas acabou crescendo com o passar dos anos e hoje é considerado um dos maiores festivais de rock nacional do país.

O festival já tem 15 anos de existência e construiu muitas histórias nesse tempo, então temos aqui lembranças de quem já foi em alguma ou algumas edições do João Rock:

 

Aline Peleteiro: “O primeiro que fui foi em 2004. Tocaram 5 bandas, não lembro de todas, mas teve show da Pitty, O Rappa e Engenheiros do Havaí acústico. Foi muito bom, ainda era no estádio em Ribeirão, não tinha muita estrutura porque era um dos primeiros, lembro que perdi o show do Cidade Negra na fila porque era mal organizado pra entrar. O segundo que fui foi há dois anos, local bem maior, mais organizado, dois palcos, praça de alimentação, bastante banheiro, nesse foram mais shows: Zé Ramalho, Nando Reis, CPM 22, Herbert Viana, lembro desses só, mas tinha mais bandas e no fim, no palco menor, vi Raimundos. Esse ano eu gostaria de ir novamente, mas será bem no dia do casamento do meu sobrinho, ano que vem quem sabe eu volto.”

 

Julia Simões Pascoal: “Eu fui ao João Rock ano passado e foi a primeira e única vez que fui. Minha prima, que faz faculdade em Ribeirão Preto ofereceu o apartamento dela pra ficarmos no dia do festival e fomos juntas com mais uma amiga.

Fomos principalmente pra ver Legião Urbana, Nando Reis e Criolo, nossos artistas preferidos. Passamos muito frio! Marcante foi que eu fiquei na grade do show do Legião e chorei muito.”

 

Julia no festival com as suas amigas. (Imagem – Reprodução)

 

 

Ana Luísa Pinheiro: “A primeira vez que eu fui no João Rock foi ano passado com o meu namorado. Eu estava muito ansiosa e o festival ultrapassou as minhas expectativas. Foram muitas bandas que eu gosto, vi os shows do Nando Reis, Supercombo, Titãs, Natiruts, Paralamas do Sucesso, Criolo e Legião Urbana. Foi uma correria pois alguns shows eram no mesmo horário, mas, mesmo assim, deu para ver todas as bandas que eu gosto. Gostei da energia do festival em si, as pessoas, os shows, o lugar. De todos os momentos o que mais me marcou foi assistir o Legião na sua formação original, tocando muitas das músicas que eu gosto e todo o público cantando junto. Foi sensacional! A parte estrutural do festival deixou a desejar na quantidade de lugares para alimentação e as grandes filas para carregar o cartão do paypal. Mas valeu muito a pena. Esse ano vou de novo.”

 

Bruno Olgas:  “Então, foi bem daora porque eu tinha acabado de entrar na faculdade, em 2015, então fui com a galera da minha sala que eu tinha acabado de conhecer. Fomos de excursão e foi bem legal no geral. Chegamos mais ou menos umas 16h e fomos embora as 5h da manhã, destruídos depois do show do Raimundos. Foi tudo muito bom desde Mato Seco até CPM 22, que eu sou um puta fã desde sempre. Curti bastante também o show do Legião Urban, e um dos pontos altos foi o Planet Hemp, que entrou umas 3h da manhã e jogou todo mundo pro alto, porque a galera em geral ja tava meio cansada. O lugar é muito massa, questão de comida bebida, fora o preço, é bem tranquilo, assim como banheiro e espaço pra circular entre os palcos. E isso é muito bom com as várias atrações que tem, você pode escolher o que quer ver e ir tranquilamente. Eu gostei bastante e cogito ir esse ano de novo.”

 

Thais Daniel: “Então, eu fui no João Rock o ano passado, tocou CPM 22, Criolo, Nação Zumbi, Planet Hemp, Natiruts e mais um monte que eu não lembro agora.

Fomos eu e meu namorado, tivemos muito problema com as entradas e com o sistema de compras que tinha lá dentro. Essas duas experiências foram bem chatas, mas o evento em si é muito legal, eu amei! Mas eu gostei mais por conta das apresentações do que pela organização, então, pra mim que gostava da maioria das bandas foi muito bom e eu voltaria.”

 

 

Foto – Reprodução

 

Nádia Debrino: “Eu fui em 2003 e 2013. Em 2003 se apresentaram Paralamas do Sucesso, Pitty, Jota Quest, Charlie Brown, Capital Inicial, Detonautas e CPM 22. Em 2013: Skank, Natiruts, o Chorão já tinha morrido aí veio a banda sem ele com o champignon, Capital Inicial, Nando Reis, o Rappa, tinham outros mas não lembro.

No primeiro (2003) o festival era muito menor, a estrutura era ruim, não tinha praça de alimentação, eram vendedores ambulantes. Em 2013, o festival cresceu muito, tinham 25.000 pessoas, já tinha uma boa praça de alimentação, outras atrações, motos, skates, uma tirolesa que passava em cima da platéia e uma roda gigante. Como todo grande festival, você precisa ter paciência, tem fila pra tudo, se você não tiver no camarote é complicado.
Em 2003 o Herbert Viana tinha voltado a cantar há pouco tempo depois do acidente, e eu já havia assistido outros shows do Paralamas com ele dançando, pulando e quando ele entrou no palco de cadeira de rodas, eu me emocionei bastante. Em 2013 o Chorão havia morrido e como ele tinha ido em todos os outros festivais, fizerem várias homenagens pra ele, também foi bastante emocionante.”

 

Veridiana Godoy: “Eu fui no João Rock de 2015. Sempre quis ir, eu tava namorando um menino na época e decidimos ir, ai compramos e foi muito bom. Ficamos alojados num amigo e pegamos carona com outro. Teve show da pitty, capital inicial, Móveis Coloniais, Planet Hemp, Skank e Criolo. Criolo foi o que mais me marcou, com certeza. Eu sempre quis ouvir ele pessoalmente e a vibe foi maravilhosa, estava no pôr do sol e a energia da galera toda, foi a melhor parte.

A infraestrutura foi boa também, não passei perrengue, foi mais o preço da comida e do ingresso mesmo, que foi caro. Vou esse ano de novo e já estou ansiosa.”

 

Douglas Françoza: “Como sou de Ribeirão e tenho uma mãe que sempre gostou muito de rock e desse tipo de evento fui levado muito cedo ao meu primeiro João Rock. Em 2010, algum trâmite fez com que o João Rock liberasse a entrada de menores de idade acompanhados por seus responsáveis, então eu fui com a minha mãe. Esse ano especialmente foi meu favorito e foi crucial para o meu gosto musical dali pra frente. Eu sempre gostei de Rita Lee, mas quando eu assisti seu show no João Rock daquele ano eu me apaixonei e sou muito fã até hoje. Depois de alguns anos ela se aposentou dos palcos, mas, pelo menos, eu tive a sorte de vê-la ao vivo. Outra coisa marcante desse mesmo ano, é que eu também vi um show do Charlie Brown Jr. pela primeira vez (aliás, todas as vezes que eu vi foram no João Rock) e como sabemos, 3 anos depois o Chorão veio a falecer.

Nesse meu primeiro João Rock, especialmente, eu lembro que teve Pitty (por quem eu também sou apaixonado), Skank, Rita Lee, Charlie Brown, Capital inicial, O Rappa e Marcelo D2. Os outros anos eu pude ver muita gente massa tocando ao vivo, desde Planet até Teatro Mágico. Hoje em dia, eu não vou mais com a minha mãe, é mais um dia pra beber com os amigos e curtir muito, mas, mesmo assim, o festival carrega um valor sentimental de ir a um festival de rock com a minha mãe.”

 

Douglas conta como se divertiu. (Foto – Reprodução)

 

 

João Rock 2017

A edição deste ano aconteceu neste sábado, 10 de junho, e conta com 17 atrações dividas entre os palcos: João Rock, com Armandinho, Capital Inicial, CPM 22, Emicida, Humberto Gessinger, Nando Reis, O Rappa e Pitty; Brasil – Edição Nordeste, com Alceu Valença, Nação Zumbi, Lenine e Zé Ramalho; Fortalecendo a Cena, com 3030, Cidade Verde Sounds, Haikaiss, Medula e Selvagens à Procura de Lei.

 

 

 

Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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