I Encontro de Tutores do PET/Unesp

Evento realizado pela Pró-Reitoria de Graduação da Unesp reúne tutores em no campus de Bauru
Da Redação PET-RTV,

A indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão foi um dos temas discutidos durante o encontro que reuniu tutores dos diversos grupos PET da Unesp. O evento foi realizado no campus de Bauru no dia 30 de novembro e também contou com a exposição do tema Articulação entre grupo PET e curso de graduação, além de atividades em grupo e uma plenária para exposição dos temas discutidos em grupo. 
A abertura do encontro contou com a participação da Pró-Reitora de Graduação, Profa. Sheila Zambello de Pinho, que falou sobre a história e a distribuição atual dos grupos PET pelos campi da Unesp. São 32 grupos, 15 financiados pela Unesp, sendo que 2 recentemente tornaram-se PET-MEC. A meta é que todas as faculdades da Unesp tenham um grupo PET. Atualmente, faltam apenas 2 unidades para que isso ocorra, caso as diretrizes da gestão da diretoria se mantenham no ano que vem. 
Já na primeira palestra, ministrada pelo tutor do PET de Engenharia Mecânica de Ilha Solteira, Prof. Emanuel Rocha Woiski, foram apresentados a evolução e as conquistas dos grupos PET, principalmente os da UNESP, além das especificações e funcionamento dos grupos PET. Ele também falou sobre os objetos em comum do PET, tais como o trabalho coletivo e interdisciplinar em atividades acadêmicas de integração entre as atividades e subgrupos dentro do PET e a melhoria do ensino de graduação. Também foi destacado que os grupos PET devem formular novas estratégias de desenvolvimento do ensino, pautar em cidadania e função social nos trabalhos do grupo, já que essas fazem parte da definição de universidade e a implementação de políticas públicas. 
Segundo o professor, a educação tutorial em um grupo PET não é centralizada apenas no tutor, ela ocorre entre integrantes do grupo e destes para a comunidade externa. O tutor deve ser o catalisador dessa relação. Ele também destacou a importância do PET ser formado por um grupo heterogêneo de alunos em diversos estágios na trajetória curricular, com distintos níveis de experiência e habilidade. 
O tutor do PET de História de Franca, Prof. Pedro Geraldo Tosi, foi o responsável pela segunda palestra, sobre a indissociabilidade do tripé ensino, pesquisa e extensão. Para ele, segundo a proposta dos PETs, ensino, pesquisa e extensão são elementos que devem caminhar juntos. Além disso, o projeto pedagógico do curso deve ser encaixado na pesquisa, ensino e extensão. Segundo ele, “o problema está nos critérios de avaliação que estão submetidos os grupos PET”. Segundo ele,para conseguir mais eficiência no processo de avaliação, a sistemática deve ser mais rápida e deve seguir critérios qualitativos. 
De acordo com o tutor, para um PET alcançar êxito na sua trajetória, ele deve ter ser trabalho acompanhado, e isso só se dá com uma boa avaliação. O tutor mostrou que nos últimos tempos, o Brasil passou por mudanças na legislação tratando do ensino superior que culminaram no incentivo à democratização pelo acesso. As universidades de hoje têm como tarefa levar seus materiais e produtos à sociedade, que é peça fundamental no andamento de uma instituição. 
Para o professor, a universidade de hoje deve criar métodos que funcionem como incentivo para que a pesquisa tenha resultados no ensino e na extensão. A pergunta que deve cercear esse projeto de universidade é “o que da pesquisa retorna ao ensino e à extensão?” Um PET deve ter um planejamento que faça com que se tenha congruência entre esses três eixos. Um caminho a se seguir é pensar separadamente o que da pesquisa chega ao ensino e depois, o que a pesquisa leva à extensão. Isso não deve ser apenas função do PET, mas os projetos pedagógicos dos cursos teriam êxito se se reformulassem com esses ideais. 
Após as duas palestras, à tarde foram realizadas atividades em grupo, que serviram para discussão de temas relacionados às palestras e as especificidades de cada PET entre os tutores. Os assuntos discutidos foram levados ao resto dos tutores em plenária. Alguns dos mais pautados foram a inserção dos petianos nos órgãos colegiados, o conhecimento do projeto pedagógico, a comunicação sistemática entre conselho de cursos e PET, o problema da avaliação feita pela CLA, que se utiliza de uma mesma ferramenta para avaliar cursos diferentes, o papel do PET nas revisões curriculares, a dificuldade em lidar com diferentes gerações, integrando alunos ingressantes com veteranos e o tutor e a forma como o PET trabalha com a comunidade externa. 
 Para a pró-reitora, Profª Sheila Zambello, o encontro foi importante na medida em que discutiu questões acadêmicas e não administrativas, além de discutir a base do conteúdo, a metodologia. “É o inicio de formação de novos tutores também. Foi bom aproveitar a experiência dos tutores já consolidados”, diz ela. Já para a tutora do PET de Serviço Social de Franca, Profª Cirlene Oliveira, o encontro é um espaço de avaliação e onde pensar novas perspectivas de trabalho. “Se tivéssemos um encontro desse todo o ano, as relações se estreitariam, mais questões já ganhariam um encaminhamento”, completa ela. O tutor do PET Farmácia de Araraquara, Prof. João Aristeu da Rosa, diz que o encontro foi um evento petiano por natureza, por possibilitar a troca de experiências, com exposição de pessoas, espaço de discussão e um fechamento com o processo de avaliação. Ele sugere mesclar trazer alunos ao encontro, pois, segundo ele, “não dá pra separar o processo contínuo aluno-professor e todo PET sabe muito bem disso, essa troca de saberes poderia acontecer aqui também”.
Fotografias do eventos:

Deixe uma resposta