Iniciativas promovem e incentivam a leitura pelo mundo

Da Redação Sicom PET, por Maria Luiza Leopassi

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro e divulgada em março de 2012, o brasileiro lê, em média, 4 livros por ano, e apenas dois deles até o final. A mesma pesquisa também revela que 75% da população nunca entrou em uma biblioteca. É nesse contexto, com apoio da agência Leo Burnett Tailor Made, que a Livraria da Vila e a Cesta Nobre (distribuidora de cestas básicas no país) lançam o Projeto Leitura Alimenta. A iniciativa convida a população a colaborar doando livros, que serão incluídos em cestas básicas e distribuídas a famílias de todo país. Para participar do projeto, que vai até 26 de abril, é só doar os livros em qualquer loja da Livraria da Vila ou contribuir com uma doação virtual, pois a renda obtida com o livro digital será 100% revertida na compra de livros reais, que serão inseridos em cestas básicas. 
Outras iniciativas como essa já foram implantadas pelo mundo todo. Em julho de 2011, com um compartimento traseiro que tem capacidade para armazenar até 150 kg de livros, a primeira “Bicicloteca” passou a atuar, levando um pouco de cultura a centenas de famílias em São Paulo. Já na Argentina, é o automóvel Ford Falcon de 1979, usado por militares na época da ditadura e reformulado pelo artista Raul Lemesoff, que carrega uma coleção de mais de 900 títulos e os distribui pelo país. Chamado de “Arma de Instrução em Massa”, a biblioteca móvel também incentiva outros artistas e instituições a espalharem conhecimento pela sociedade em que vivem. 
A Arma de Instrução em Massa
Parte de um projeto cultural que só deve ser concluído em 2014, a Fundação Alumnos47 adaptou um caminhão e também criou uma biblioteca móvel com 1200 livros. Foi uma alternativa rápida e eficiente de disponibilizar à população da Cidade do México o acesso a livros e à cultura.
Biblioteca Móvel da Fundação Alumnos47
Em Madrid, a campanha “Livros para a Colômbia”, promovida pela empresa Telepizza, convidava seus clientes a doar um livro usado e em bom estado cada vez que recebessem em casa o seu pedido. A iniciativa durou de janeiro a fevereiro de 2012, e mais de 120 escolas e bibliotecas foram contempladas. 
Em Nova York, o arquiteto John Locke criou uma minibiblioteca ao lado de um telefone público. Com o objetivo de promover encontros e trocas de experiências, lê-se na prateleira a frase take a book, leave a book (pegue um livro, deixe um livro).

Take a book, leave a book
A mesma ideia está por trás do projeto Little Free Library, que começou nos Estados Unidos e já se espalhou pela Europa, África, Ásia, Oceania e América Central. O projeto prevê a instalação de caixas de correio, capazes de abrigar alguns livros, e promover um espaço comunitário onde qualquer um pode pegar um livro e devolvê-lo depois de lido. Quanto mais pessoas contribuírem, melhor.

Little Free Library
No Brasil, os mecanismos de incentivo à leitura ainda são muito escassos, e boa parcela da população sequer tem acesso a bens culturais. Iniciativas como essas são importantes para estimular a leitura e promover a cultura em comunidades mais carentes. 

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