Mulher Maravilha: o início de uma heroína

Gal Gadot sofreu críticas quando foi escolhida para o papel por ser inexperiente. (Créditos: Divulgação)


O filme já é sucesso de bilheteria no Brasil e está sendo elogiado pela crítica


Da redação SICOM-PET, Marina Debrino

A Mulher Maravilha é um ícone feminino entre os quadrinhos. Uma personagem forte, que compõe o trio de heróis da DC ao lado do Batman e do Superman. Mesmo assim, desde o seu lançamento nos quadrinhos em 1941, o filme lançado no início desse mês foi o primeiro de sua história, fazendo a expectativa dos fãs aumentarem. Após as decepções com  Batman vs Superman: A origem da justiça e Esquadrão Suicida, a DC precisava de um filme que cumprisse com seu papel e agradasse os seus fãs.

A história tem início no final de Batman vs Superman, com Diana – a Mulher Maravilha (Gal Gadot) – recebendo um pacote das Empresas Wayne que contém uma foto. A partir daí, o filme é narrado com um grande flashback em que  Diana revive seu passado entre as amazonas na ilha de Themyscira, desde quando era criança e fugia para ver as amazonas treinando, passando pelos treinos escondidos com sua tia Antíope (Robin Wright) e chegando a fase adulta. É quando um avião cai na ilha das amazonas e Diana salva o soldado Steve Trevor (Chris Pine) que a paz entre elas tem fim. Steve conta sobre a Guerra que está acontecendo no mundo dos homens e Diana acredita que só ela poderá resolver o conflito.

Chegando a Londres, a Mulher Maravilha se depara com uma realidade completamente diferente de que conhecia. Nesse contexto, há uma sequência de cenas que demonstram sua ingenuidade em relação ao mundo dos homens, como em momentos em que ela tira sua roupa no meio de uma loja ou tenta passar por uma porta giratória com sua espada e escudo. Tal sequência se torna cansativa quando reafirma através dos mesmos mecanismos essa característica. Essa ingenuidade além de ser mostrada de forma exagerada, perde o sentido quando levada para momentos de batalha. Afinal, porque uma heroína treinada sua vida toda para enfrentar uma guerra se sentiria insegura diante de um conflito?

Outro ponto desconexo é o vilão final. Ares é apresentado como uma lenda das amazonas, ficando a incógnita se ele apareceria ou não no filme. São nos momentos finais, após a resolução de todos os conflitos desenvolvidos ao longo da obra, que Ares aparece para uma cena de luta grandiosa que pouco acrescenta ao filme.

Entretanto, os defeitos são pontuais e não prejudicam a obra como um todo. Mulher Maravilha é um filme simples porém que cumpre o seu papel de narrar a origem dessa heroína. Gal Gadot incorporou o espírito de Diana e sanou as dúvidas que surgiram quando foi escolhida para o papel e seu par com Chris Pine funciona bem ao longo da trama. Além disso, Mulher Maravilha já se tornou a maior bilheteria de um filme dirigido por uma mulher. Restam agora, para os fãs da DC, as expectativas para Liga da Justiça, que estreia no dia 16 de novembro.

Daniele Fernandes

Daniele curte filmes e séries cult, e quando diz cult quer dizer coreano ou comédia romântica de Hollywood. Possui profundo conhecimento em economia, sabendo administrar suas famílias no The Sims 4.

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