Netflix: A história e o impacto da empresa para o audiovisual

A história de uma empresa que conquistou seu espaço com os streamings e ajudou as produções audiovisuais independentes a terem uma chance junto a grandes produções Hollywoodianas

Da redação sicom-PET, Ana Laura Junqueira

Muitos conhecem a famosa plataforma digital Netflix, que nos permite assistir a diversas produções audiovisuais quando e como quisermos e preferirmos, mas o que poucos sabem é onde surgiu a ideia de facilitar nossas vidas e como a interação do público com o site interfere na hora de produzir filmes, seriados e documentários.

A Netflix surgiu com o empresário Reed Hastings em 1997, no auge das videolocadoras. O conceito era simples, o cliente iria se cadastrar em um site, alugar o filme que desejasse assistir e receberia ele pelo correio. Funcionaria como uma videolocadora normal, porém sem um local físico. Ao ver que seu negócio não estava dando lucro, Reed e seu sócio Marc Randolph decidiram ser mais radicais. Ao invés de se fazer o pagamento por cada filme, o cliente teria uma assinatura mensal onde poderia assistir a filmes ilimitados. Seria mandado três filmes para a pessoa, e assim que esses fossem retornados, a empresa enviaria outros três, e assim por diante.

O serviço de locação de dvds ainda funciona, mas apenas em território americano. (Foto: Wikipédia)
O serviço de locação de dvds ainda funciona, mas apenas em território americano. (Foto: Wikipédia)

Nos anos 2000 a empresa desenvolveu o sistema de predição, onde usava opiniões de clientes para fazer uma lista de filmes que eles poderiam gostar. Esse sistema  é usado até hoje na plataforma do Netflix, e fez com que várias produções audiovisuais menores, ou até mesmo independentes, tivessem espaço dentro do mercado audiovisual e pudessem concorrer com as grandes indústrias Hollywoodianas.

Sete anos após iniciarem o sistema de predição, e depois de um bilhão de DVDs alugados, a empresa decide utilizar a tecnologia disponível para oferecer o Streaming, que é a transmissão de conteúdo pela internet. O Netflix, diferente da indústria cinematográfica padrão, oferece igual espaço para os grandes filmes de Hollywood e também para títulos mais simplistas, com pouca verba e pouca repercussão nas mídias. Esse modelo é conhecido como cauda longa, que é basicamente o que define a base de negócios da empresa.

Os filmes ganham espaço pelo algoritmo do sistema de sugestões para que o filme seja sugerido, pelo gosto do usuário, e não pelo seu sucesso de bilheteria. Isso, Juntamente com o streaming, facilita a divulgação de filmes internacionais, que não seriam encontrados em lojas físicas, mas que na rede são de fácil acesso até pela diversidade de traduções que podem ser encontradas para tal produção.

 

Netflix
O Objetivo da empresa é fechar 2016 estando presente em 200 países , até agora sua cobertura atende mais de 190 deles. (Crédito: Daniele Fernandes)

 

A empresa entendeu que a indústria audiovisual não beneficiava os consumidores da forma como era feita. O modelo de programação enrijecida das redes de televisão, sem que o telespectador influenciasse a escolha da programação, viria à falência com o crescimento da indústria de locação e essa, alguns anos depois, perderia para a internet, que permite maneiras mais práticas de acesso ao conteúdo. Foi assim que a Netflix conseguiu causar grande impacto na produção audiovisual.

Daniele Fernandes

Daniele curte filmes e séries cult, e quando diz cult quer dizer coreano ou comédia romântica de Hollywood. Possui profundo conhecimento em economia, sabendo administrar suas famílias no The Sims 4.

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