O dia em que a Hebe parou o noticiário

Aos 83 anos, apresentadora se torna o centro do “agenda setting”

Da Redação SICOM PET,
por Luana Rodriguez

A morte da apresentadora Hebe Camargo, aos 83 anos, no último dia 29 chocou o país e provocou uma série de reportagens e homenagens à apresentadora. O ibope dado ao acontecimento e a importância do ocorrido tornou a televisão um meio de comunicação batido e repetitivo quanto à variedade de assuntos. Só se falou na Hebe.
Ao todo, a televisão aberta dedicou, apenas no final de semana, cerca de 29 horas, 18 minutos e 38 segundos a apresentadora, sendo que só o SBT, emissora na qual Hebe passou grande parte da carreira, dedicou exatas 14horas, 2 minutos e 51 segundos à ela. 
Ainda segundo os dados divulgados pelo Controle da Concorrência, responsável pela monitoria de inserções no mercado publicitário, a emissora globo destinou 1 hora e 49 minutos da sua programação ao acontecido, enquanto que a RedeTV e a Band, dedicaram, respectivamente, 5h40 e 2h29.
Nos sites e portais tudo relacionado à Hebe virou notícia, desde a declaração do maquiador do corpo da apresentadora até um informativo sobre o tipo de câncer que a matou. Já nas redes sociais, o que circulou referente ao ocorrido foi a fotografia em que Silvio Santos aparecia dando um selinho na antiga funcionária do SBT.
A morte da apresentadora foi tão comentada que, praticamente não se teve espaço na mídia para outras informações. No mesmo final de semana em que Hebe faleceu, completava-se os 20 anos do impeachment de Collor, 20 anos do massacre do Carandiru, os 50 anos da crise dos mísseis e os 50 anos do agente britânico 007.
Ainda no mesmo final de semana, A Igreja Ortodoxa Russa pediu clemência para três integrantes da banda de rock Pussy Riot, Gabriela Markus foi coroada miss Brasil e um terremoto de 7,1 graus atingiu a Colômbia.
Abaixo confira o programa especial sobre a Hebe, de mais de 3 horas, exibido no horário do Programa Raul Gil.

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