O fim de Velho Chico sem Domingos Montagner

Divulgação/ Gshow

 

Da redação SICOM-PET, Wesley Anjos

 

Para quem acompanha a novela das nove, Velho Chico, foi um grande choque a morte de Domingos Montagner. Segundo o jornal O Globo, em filmagens no Sergipe pelo seu personagem Santo dos Anjos, o ator aproveitou um intervalo entre as gravações para mergulhar no Rio São Francisco com a sua colega de cena, Camila Pitanga, com quem vivia um par romântico na trama. Durante o mergulho, o ator se afogou e o seu corpo ficou desaparecido por horas, até ser encontrado a 18 metros de profundidade, preso às pedras.  

 

Foto: Inácio Moraes, Divulgação/ Gshow
Foto: Inácio Moraes, Divulgação/ Gshow

 

Este foi mais um caso em que a vida imitou a arte, visto que, na novela, Santo desapareceu no rio São Francisco após um encontro com a sua amada Tereza de Sá Ribeiro (Camila Pitanga). Se na ficção ele foi salvo por uma tribo indígena e sobreviveu, o mesmo não ocorreu na vida real. E em meio a tantas coincidências, ficou a indagação: como seria o encerramento da história sem o seu protagonista?

 

 

A medida mais comum nestes casos é a morte do personagem ou uma viagem na qual ele não é mais mostrado na trama. Mas este não foi o caso de Velho Chico. Os autores Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi, após diálogos com o restante do elenco e com a família do ator, optaram por manter o desfecho original. Para isso, nas cenas em que Santo apareceria, os personagens têm gravado a interagir com a câmera, como se esta fosse o mocinho.

 

Reprodução/ TV Globo
Reprodução/ TV Globo

 

As cenas com esta técnica estão no ar nestes últimos capítulos da novela. Do ponto de vista do trabalho audiovisual, tem sido uma experiência interessante para o telespectador, que vê as cenas pelos olhos de Santo. A carga emocional, devido à morte do ator, tem acompanhado o final da trama do rio cheio de lendas. O Velho Chico se mostrou misterioso e poderoso tanto na ficção, quanto na realidade.

 

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Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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