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Odeio a Maternidade, Amo meu Filho: TCC de aluna da Unesp Bauru conscientiza acerca da Maternidade

Em forma de documentário, a jornalista mostra que não são todas as mulheres estão preparadas, ou querem chegar à maternidade.

 

 

Da Redação SICOM – PET, Karina Rofato

 

Com a ascensão das mulheres no mercado profissional, muitas estão desistindo da maternidade. Elas crescem sem esse desejo e buscam apenas o sucesso pessoal e profissional e não vêem espaço para filhos em sua vida. É sobre isso que a aluna do curso de Jornalismo, Caroline Balduci de Mello, discorre no seu documentário “Odeio a Maternidade, Amo meu Filho”.

Conversamos com Caroline, para saber mais sobre esse projeto inspirador:

 

R: Como surgiu a o tema, maternidade?

Caroline: Um amigo muito querido me indicou a plataforma UOL Tab para que me inspirasse em temas para o TCC, porque estava chegando o prazo e eu ainda não havia definido um objeto.

No UOL Tab são publicadas reportagens transmídia com temas variados. Li uma matéria sobre maternidade chamada “Filho da Mãe, falando sobre como a maternidade é difícil e impiedosa em alguns casos, e como as mulheres são julgadas quando isso acontece. Peguei o gancho e veio o estalo: é isso que tenho que fazer. A partir daí, foi só partir para a produção.

 

R: Qual a dificuldade de encontrar fontes?

Caroline: Eu queria trazer um viés feminista para o documentário, então construí todo o time de fontes partindo da Thaiz Leão, que é uma designer, mãe e feminista que trabalha com a internet na página Mãe Solo e da Helen Ramos, uma youtuber e também mãe que fala sobre isso em vídeos semanais. Infelizmente não consegui entrevistar a Helen por motivos de agenda dela, mas mesmo assim encontrei outras pessoas que falassem sobre o feminismo e a maternidade e acho que o resultado foi satisfatório.

Foto 4 – Thaiz Leão, responsável pela página Mãe Solo, onde publica charges relacionadas a vida de uma Mãe Solo. (Créditos: Reprodução)

A minha maior dificuldade foi encontrar uma mãe que topasse falar abertamente sobre o lado ruim da maternidade e assumisse que tinha se arrependido. Uma amiga me indicou a página no Facebook Cadê Você, um projeto de TCC sobre abandono familiar. O pessoal foi muito solícito e me ajudou, publicando um post pedindo ajuda em meu nome. Algumas mães vieram conversar comigo e foi aí que encontrei a Joyce Cristina, uma das entrevistadas.

 

R: E como foi a experiência?

Caroline: A experiência foi mais do que gratificante, foi fortalecedora. Aprendi muita coisa com essas mulheres e mães e no fim percebi que nós somos mesmo muito fortes, batalhadoras e que se nos unirmos podemos chegar onde quisermos.

Tive a grata oportunidade de ouvir de uma das entrevistadas que a conversa que tivemos foi única e enriquecedora para ela, e que ela me contou coisas que apenas os familiares mais chegados sabiam. Me senti muito jornalista e muito humana com esse feedback dela, rs. Sabe aquele sentimento de dever cumprido?

 

R: Atendeu suas expectativas?

Caroline: Acredito que superou. Eu ia para as entrevistas com uma ideia do que as pessoas iam falar e quando eu chegava lá, elas me surpreendiam, na maioria das vezes, positivamente. A única coisa que eu gostaria era de ter tido mais tempo e recurso para poder entrevistar mais pessoas e deixar o documentário mais recheado de opiniões. Mas fazer o quê, né? 4 meses é pouco tempo, ainda mais estando sozinha na produção.

 

R: E você, quer ser mãe?

Caroline: Eu quero muito! Pode parecer engraçado fazer um documentário falando mal da maternidade e querer ser mãe, mas eu quero sim. Quero ter um filho biológico e adotar outro. Sou dessas pessoas que sonham em montar uma casinha com um jardim e cachorro, trabalhar, casar, criar os filhos e ficar velhinhos recebendo os netos em casa.

Mas é importante ressaltar que o sonho é conservador mas a vida não vai ser não! Maridão e filhos vão me ajudar nas tarefas da casa e “ai” de quem reclamar (Risos). Feminista e capricorniana, quem aguenta? Vão ter que me engolir.

 

R: Se tiver algo a acrescentar será bem vindo.

Caroline: Gostaria de dizer para as pessoas que a vida é muito mais do que os padrões que a sociedade estabelece. Muita gente sente ódio da classe LGBT, por exemplo, porque pertence a ela mas morre de medo de se assumir e sofrer represálias sociais. Acabam se tornando violentos simplesmente pelo fato de estarem com medo e isso é horrível.

Mais do que maternidade, eu gostaria que o documentário tocasse no coração de cada pessoa que o assiste para que seja feliz e deixe os outros serem felizes como quiserem. Menos julgamento e mais amor, só assim as coisas vão mudar.

 

E aí gostaram da entrevista ?! Não perca mais tempo e corra para assistir ao documentário na íntegra:

 

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