Opinião – The Crown: o surgimento de uma rainha

Elizabeth II interpretada pela atriz Claire Foy. (Divulgação – Netflix)


Apesar de no início ser uma moça ingênua, ao longo dos episódios Elizabeth se torna uma forte e imponente mulher com a responsabilidade de uma coroa


Da redação SICOM-PET, Gabrielli Silva

 

The Crown é uma série original da Netflix, baseada na história da rainha Elizabeth II, atual rainha do Reino Unido. Escrita pelo mesmo roteirista do filme “A Rainha”, Peter Morgan, o ponto de partida da série, que por enquanto possui uma temporada com 10 episódios, é o casamento de Elizabeth, ainda princesa, em 1947.

A trama, que venceu o Globo de Ouro de melhor série dramática e também o Globo de Ouro de melhor atriz em série dramática para Claire Foy, atriz que interpreta a rainha, é a produção de maior orçamento produzida pela Netflix e a primeira a ser realizada no Reino Unido, são esperados 60 episódios no total.

 

 

Uma ótima série para quem gosta de história, mas mais do que os fatos, a série nos apresenta sentimentos e emoções. É possível ver de perto os conflitos da família real, por trás da máscara de perfeição que normalmente nos é apresentada.

 

O fardo da Coroa

Cena em que ocorre a coroação de Elizabeth. (Divulgação – Netflix)

 

Ao longo da trama é sempre retomada a ideia de que a Coroa é um fardo, mas um fardo que não deve ser recusado. Em um dos episódios, o primeiro ministro Winston Churchill, interpretado pelo ator John Lithgow, dá um conselho à rainha antes que ela parta em uma viagem: “Nunca deixe que as câmeras e a televisão vejam que ostentar a Coroa é, muitas vezes, um fardo”.

 

O amadurecimento

No início da série é difícil imaginar que aquela ingênua princesa se transformará em uma rainha, mas ao longo dos episódios é possível notar o surgimento de uma forte e imponente soberana. Vemos seu amadurecimento e sabedoria diante das decisões e em saber enfrentar as tradições e todos os homens do governo, mesmo que cedendo às vezes, sempre impondo sua força e vontade. Isso já se inicia quando ela decide que seu nome de rainha será seu próprio nome, Elizabeth.

Há um episódio em que Elizabeth pede para ter um tutor e aprender tudo o que não aprendeu, pois sua educação foi basicamente sobre a constituição, sobre como ser uma rainha e saber ficar calada quando necessário, mas ela quer ser diferente e não quer mais se sentir inferior diante dos homens nas reuniões de governo.

 

Cena em que Filipe se ajoelha diante da rainha. (Divulgação – Netflix)

 

Elizabeth está sempre cedendo às pressões de seu marido, o duque Filipe, interpretado por Matt Smith (que já interpretou o Doctor Who), mas há uma cena, que pode ser considerada uma das melhores, na qual ela se impõe, quando o marido se recusa a ajoelhar em sua coroação, alegando que ela é sua esposa e isso não ficaria bem para sua reputação, mas ela não abre mão de que ele se ajoelhe diante dela na coroação, pois ele deve amar sua esposa e obedecer sua rainha.

A próxima temporada de The Crown terá foco na juventude do Principe Charles e deve chegar à Netflix no final de 2017.


 

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Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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