PET-RTV participa da II Jornada Internacional GEMInIS, em São Carlos

O principal tema do evento foi a narrativa em realidade virtual, discutida em grupos de pesquisa e workshops

 

Da Redação SICOM-PET, Daniela Leite

 

Apresentação do PET-RTV no JIGS. (Fotos: PET-RTV)
Apresentação do PET-RTV no JIG. (Fotos: PET-RTV)

Nos últimos dias 17, 18 e 19 aconteceu no campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a segunda Jornada Internacional GEMInIS (JIG), organizada pelo grupo de pesquisa em audiovisual da universidade. O evento reuniu professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação relacionadas à área de comunicação e audiovisual.

Foi notável também a presença de profissionais da área, como Rodrigo Amaut, que trabalha com transmídia, e esteve, durante o evento, fazendo demonstrações com aparelhos de ponta – como óculos de realidade virtual, câmera 360° e drones – a respeito da narrativa em realidade virtual.

A tecnologia envolvida nesses dispositivos é bastante revolucionária e foi tema de muitas das pesquisas apresentadas nos grupos do evento. Os óculos de realidade virtual, por exemplo, têm um visor dividido em 2 lados, o que provoca a sensação de imersão 3D. Ele funciona acoplado a um smartphone que exibe a filmagem produzida em 360°. Ao colocar os óculos, basta mexer a cabeça para conseguir observar cada ângulo do vídeo. O espectador realmente se sente no local onde a cena acontece.

A média de preço dos óculos é de US$ 500. (Foto: Divulgação/Oculus Rift)
A média de preço dos óculos é de US$ 500. (Foto: Divulgação/Oculus Rift)

O petiano e estudante de Rádio e TV da Unesp, Sillas Carlos, explica que esta tecnologia ainda é pouco empregada nas grandes produções audiovisuais cinematográficas devido a algumas considerações a serem feitas. “Muita coisa que a gente conhece da produção e da linguagem audiovisual muda [nas produções em realidade virtual]”, diz ele. “Com o uso da câmera 360°, por exemplo, se perdem algumas coisas básicas da linguagem audiovisual, como planos, cortes e montagem. Então, a estruturação da narrativa tem que ser justificável num modo de produção onde não se usa mais alguns recursos da produção audiovisual tradicional”, explica.

Participação do PET-RTV

O PET-RTV participou do JIG na categoria “Grupo de pesquisa”, e o tutor, Dino Magnoni, apresentou o projeto aos presentes. Em seguida, os petianos Sillas Carlos, Leandro Freitas e Daniela Leite apresentaram os grupos de estudo e extensão do PET-RTV: Laboratório Audiovisual, Comunica NER e SICOM PET. A apresentação durou cerca de 50 minutos.

(Foto: PET-RTV)
O tutor Dino Magnoni abriu a apresentação. (Foto: PET-RTV)

Os petianos participaram de workshops, palestras e apresentações de outros grupos de pesquisa em audiovisual. Um desses grupos foi o GEA (Grupo de Estudos Audiovisuais) da Unesp de Bauru, que apresentou as pesquisas de seus membros, que realizam mestrado e doutorado na área. Uma delas, muito interessante, mostrou a respeito de clipes musicais transmídia, que utiliza múltiplas plataformas para produzir o efeito da narrativa, ou seja, só é possível compreender totalmente a mensagem do clipe através da integração de telas do computador com smartphone, e daí em diante.

Outra discussão interessante foi dada em uma das palestras com a profa. Dra. Maria Immacolata Vassallo Lopes, da ECA/USP, sobre a televisão aberta estar em crise ou não. A conclusão da professora foi de que não há uma crise que decrete o fim da televisão, mas sim a sua reformulação. Hoje, mais importante que os números da audiência, seria a repercussão dos conteúdos entre as pessoas, seja em conversas ou em redes sociais. Assim, o alcance da programação televisiva pode ser maior do que o índice de IBOPE.

“Participar do JIG foi um experiência interessante, principalmente para conhecer melhor alguns trabalhos de grupos de estudos que eu já tinha ouvido falar, mas não havia visto as pesquisas desenvolvidas nele. Tivemos a oportunidade de mostrar nosso trabalho, receber opiniões de pessoas de fora e trocar experiências muito proveitosas, principalmente no que se refere a conversas sobre as novas formas de se produzir audiovisual no atual contexto”, conta Sillas.

Wesley Anjos

Jornalista em formação, escritor e ator nas horas vagas. Típico amante das artes, é viciado em fabular e beber mate, não necessariamente nesta ordem.

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