Por dentro do Ginga

Ginga é o nome do middleware do Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital Terrestre (ISDB-TB) e Recomendação ITU-T para serviços IPTV. Ginga foi a primeira tecnologia brasileira a ser reconhecida internacionalemente, sendo hoje, recomendação mundial (ITU-T) para o desenvolvimento de aplicações interativas e adotada por diversos países ao redor do mundo.
Desde sua concepção, Ginga levou em consideração a necessidade de inclusão social/digital e a obrigação do compartilhamento de conhecimento de forma livre.
Ginga é uma tecnologia que leva ao cidadão todos os meios para que ele obtenha acesso à informação, educação à distância e serviços sociais apenas usando sua TV, o meio de comunicação onipresente do país.
Ginga é uma especificação aberta, de fácil aprendizagem e livre de royalties, permitindo que todos os brasileiros produzam conteúdo interativo, o que dará novo impulso às TVs comunitárias e à produção de conteúdo pelas grandes emissoras.
Apesar de ser a tecnologia mais avançada no mundo em seu propósito, o Ginga encontra barreiras dentro do seu próprio país. Devido ao grande lobby das grandes emissoras de radiodifusão privadas e das indústrias multinacionais de recepção, o Ginga não é obrigatório nos televisores vendidos hoje nas lojas. As grandes emissoras e as multinacionais não desejam que uma tecnologia de ponta e de fácil aprendizado chegue nas mãos dos pequenos produtores de conteúdo, TVs Comunitárias, etc. Eles não estão interessados em fazer a inclusão digital e social, o que foi e ainda é, o grande objetivo de quando o governo implantou o Sistema Brasileiro de Televisão Digital.

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