Quadrinhos além do papel: na tela do computador

Ler história em quadrinhos é um prazer compartilhado por quase todo mundo. Imagine então, estudar sobre isso. E mais, mostrar toda sua evolução hoje com a chegada da internet. Essa é a síntese do que foi a oficina do SIMTVD da tarde dessa terça feira (8), com o tema “História em Quadrinhos na Era Digital”.
Na oficina ministrada por Mateus Yuri Passos (Unesp/Lecotec), a primeira apresentação foi do professor Diego Figueira (Unicamp), que fez uma apresentação sobre as Webcomics. O conceito, que surgiu recentemente, ficou bastante claro quando Figueira disse que o desenhista “precisa admitir que seu suporte não é mais o papel, é a tela do computador”.
Dois exemplos foram mostrados: o “Worm World Saga” (de Daniel Lieske) e “There Are No Borders”. Ambos exploram justamente a questão do“infinito na vertical” que a tela do computador traz, como foi apontado por Diego Figueira. 
Figueira ainda trouxe uma grande questão à tona: há quem faça algo similar no Brasil? O pesquisador mostrou que no país ainda há a predominância de tiras, e inclusive deu uma sugestão para quem quiser criar um blog do tema: “antes de criar, junte um monte (de tiras), para que, quando for publicar, a pessoa perca uns 30 minutos ali”.
Depois foi a vez de Mateus Yuri Passos falar um pouco sobre os quadrinhos, voltando-se mais sobre a questão mercadológica, mundial e brasileira. Foi citada a “santíssima trindade” de tiras no Brasil (Glauco, Angeli e Laerte) e que um dos poucos que fazem HQ com sucesso é Maurício de Souza, com sua Turma da Mônica – que também começou nos quadrinhos.
Ainda houve várias perguntas do público presente, até mesmo em relação aos “memes”, uma febre na internet atualmente – “mas sem valor mercadológico”, como apontou Diego Figueira – e também no aspecto econômico em torno das HQs, um mercado que até hoje se mantém firme e forte nos EUA e pode crescer no Brasil.
Luís Moraes, Jornal Jr. Unesp

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