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Sobre ser mulher e as lutas que nunca acabam

Neste dia Internacional da Mulher, homenageamos todas as mulheres e engrandecemos as suas lutas e conquistas. (Acervo Ensaio Fotográfico PET-RTV)


Da redação SICOM-PET,

Texto por Gabrielli Silva,

Fotos por Giovana Romania

 

Hoje é dia Internacional da Mulher e é impossível pensar em falar em mulher sem falar em luta. A luta das mulheres que reivindicavam seus direitos e morreram queimadas naquela fábrica. A luta de cada mulher, seja ela interna, externa ou até as duas. Lutas individuais ou em grupo, lutas que acontecem há muito tempo, lutas que começaram agora. Lutas que duram minutos, horas ou anos, lutas que nunca acabam. 



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Começa com a luta diária de se olhar no espelho e gostar do que vê, de aceitar que padrões não são reais, por isso nunca será possível se encaixar em um. É a luta em viver com o frequente medo de usar uma roupa “inapropriada”, medo de voltar tarde pra casa, medo de andar sozinha, nós crescemos aprendendo a ter medo. A luta de mudar de calçada ou até de caminho, tudo para não passar perto de um grupo de homens, tudo para não ouvir assovios e ainda se sentir constrangida e culpada, porque se estivesse com outra roupa ou se tivesse mudado de caminho isso não aconteceria, mas você sabe que aconteceria, independente da roupa que estiver usando. 

 

 

A luta de cuidar dos filhos, casa, trabalho, ser uma boa esposa e ainda ouvir que é o sexo frágil. A luta em fazer suas próprias escolhas, de ir contra o que já esperam de você, quando nem mesmo você sabe o que quer. Lutar para provar que é dona do próprio corpo e que tem o direito de ser respeitada. A luta de sempre ter que provar que, “apesar de ser mulher”, sabe o que está fazendo, que conseguiu seu emprego porque se esforçou para isso e que gosta e entende de futebol ou qualquer outro assunto considerado para homens. Lutamos constantemente para ter voz e sermos ouvidas. 

 

 

Não é fácil viver em meio a tantas lutas, por isso, muitas vezes, abaixamos a cabeça e tentamos evitar ao máximo confrontos, o que nem sempre isso é possível, pois vivemos uma luta constante, que é a luta em ser mulher em uma sociedade misógina, uma sociedade que mata mulheres todos os dias através de suas ações, palavras e apatia diante da violência e desigualdade. É lutar diariamente para provar que merecemos respeito e temos os nossos direitos, mostrar que ser mulher vai muito além da fragilidade e da feminilidade, porque ser mulher é luta, força e resistência. 


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