Velha Mídia, novas possibilidades

Possibilidade, mobilidade, interatividade. Com essas palavras, os participantes do mini-curso “Desenvolvendo Aplicativos Interativos para TV Digital e Múltiplos Dispositivos” responderam a pergunta “o que é TV Digital para você?”, feita na abertura do curso pelo doutorando em TV Digital Alan Angeluci.
O laboratório onde o curso aconteceu reuniu um grupo heterogêneo: estudantes e pesquisadores de Ciências da Computação, Jornalismo, Matemática, Rádio e TV e Relações Públicas comprovaram a afirmação de Alan de que, nos estudosem TV Digital, todas as áreas são bem-vindas.
Alan falou sobre a estrutura da TV digital hoje e as inúmeras possibilidades de interação que ela já possibilita e as que vai poder utilizar no futuro. A potencialidade do sinal digital, que segundo as estimativas só cobrirá todo o território nacional em 2016, pode ser vista em alguns exemplos de vídeos e imagens que o pesquisador trouxe.Em São Paulo, canais como Globo, Record e SBT já disponibilizam alguns programas com recursos interativos. A interação pode ocorrer em um capítulo de novela, na qual o telespectador assiste à história e, ao mesmo tempo, vê a descrição de cada personagem, ou durante o jogo de futebol, quando o torcedor pode acompanhar a partida enquanto confere a tabela de classificação do campeonato. “As emissoras estão em uma primeira etapa de experimentar as aplicações”, explicou Alan.
Aproveitando os exemplos, Alan organizou uma atividade prática, na qual os participantes do mini-curso puderam utilizar ferramentas simples para confeccionar um projeto de aplicação interativa para o telejornal Fala Brasil da Record. Usando os programas fornecidos pelo pesquisador, mesmo quem não domina programação conseguiu dispor elementos visuais na tela e relacioná-los, criando uma enquete e um box de informação sobre o programa.
As novidades na área são muitas e prometem crescer cada vez mais. Alan garante que as inovações tecnológicas mudam a forma de se fazer TV, mas as características dessa mídia continuam as mesmas. Citando uma charge do Angeli, Alan garante que não importa se é digital ou analógica: o importante é ter conteúdo.
Regiane Folter, Jornal Jr. FAAC/Unesp

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